quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Crítica: Juuni Taisen


Battle Royal acerta em não seguir clichês, mas peca na animação relaxada.

Aviso: Contém Spoilers

O interesse por Juuni Taisen veio de imediato, já que é a adaptação de uma light novel de Nisio Isin, mesmo autor da saga Monogatari, da qual sou imensamente fã. A criatividade de Nisio, seria extremamente bem vinda, num anime aonde o foco são pessoas diferentes, lutando até que apenas um sobreviva no final.


O escopo pode ser até acusativo em copiar um pouco a premissa da franquia Fate, já que praticamente se trata da mesma questão. Um número x de pessoas irão travar uma batalha sangrenta. O último em pé, tem direito a ter um desejo realizado. Mas enquanto Fate possui personagens que detém um pouco mais de princípios morais (não estou falando de todos é claro!), em Juuni Taisen temos personagens bem mais singulares.


Com cada lutador representando um signo do zodíaco, os 12 participantes desse curioso torneio, que parece ser realizado por pessoas com influências políticas governamentais extensas, possuem personalidades que variam do psicótico ao mais racional.



Uma mulher muito arrogante e super confiante de suas habilidades representada pelo javali, o coelho com um gênio um tanto estranho e com o comportamento mais homicida dentre os demais, o macaco demonstrando o comportamento mais racional, definindo logo de cara, a importância de um acordo de pacificação, para que não haja derramamento de sangue desnecessário. Um personagem morto antes mesmo do torneio começar, um idoso, um jovem representado pelo boi, que é tido como a maior ameaça do torneio, um preguiçoso representando o rato e outros excêntricos personagens, são os escolhidos para o combate.


Com um sistema de flash backs para apresentar os lutadores, motivações e objetivos com momentos passados, a primeira a ser apresentada é a Javali Toshiko Ino. Com um passado um tanto chocante, que envolve falta de reconhecimento paterno e inveja de uma irmã mais nova, a Javali se mostra extremamente detestável pelas suas ações visando benefício próprio, mas sua participação é uma das mais curtas, já que logo no início do torneio ela é inesperadamente assassinada pelo coelho.


Com esse twist de fim de episódio, deu para notar que esse anime, nos traria muitas surpresas com seu desenrolar. Mas com o decorrer do enredo, as mortes eram inesperadas até “certo ponto”. Uma avaliação negativa na adaptação, foi dedicar episódios inteiros a um único personagem. Não sei se a Light Novel é assim também, mas fica na cara que aquele lutador representado irá morrer a qualquer momento, pois o recurso acaba sendo previsível depois de alguns episódios. Acho que seria muito mais válido, se os flash backs fossem fragmentados, mostrando um pouco de cada personagem. Dessa forma, ficaríamos em duvida sobre quem iria morrer de fato.


As histórias particulares de cada um também não eram muito atrativas. Não sei se isso é um problema de adaptação ou se no material original elas também não eram boas, mas alguns episódios foram extremamente exaustivos. O passado do cachorro Michio Tsukui e do galo Royoka Niwa foram um dos piores, sem falar na péssima animação, muito diferente do que foi mostrado no primeiro episódio, aonde os quesitos técnicos pareciam serem bons. A pior parte de todos os 12 episódios, foi a dedicação aos irmãos Cobra e Dragão. A animação chega ser um insulto e o design de personagens se tornou grotesco de uma hora para outra, parecia que o anime tinha regredido completamente.


Com a continuidade dos combates e queda visível de qualidade técnica e de roteiro, o anime só voltou a ser interessante, quando havia apenas 4 sobreviventes. O coelho começou a demonstrar ser a verdadeira ameaça, já que o uso do seu poder necromancista e suas estratégias de batalha, acabavam dando fins inesperados aos seus adversários. Realmente entre todos, foi o lutador mais legal de ver em combate.


E nos momentos finais, somos surpreendidos com o rato, que esperou o momento certo, para derrotar todos os restantes participantes com o uso de uma bomba. Mas surpreendente foi ver, que a vitória dele, era praticamente certa, devido sua habilidade precognitiva de escolher o melhor caminho para a sobrevivência. Foi uma verdadeira quebra de padrão, aonde o clichê do mais forte vencer no final, não se fez presente. A inteligência e habilidade prevaleceu e o mais fraco fisicamente foi o vencedor.


Achei interessante o desejo escolhido por ele no final e como sua habilidade, nos deu uma perspectiva do desejo de cada participante do torneio. Apesar de ser um poder muito conveniente, para se chegar aos objetivos desejados, as memórias e dores dos caminhos aonde as coisas não davam certo ainda ficavam com ele. Imagine você viver com lembranças de ter sido assassinado de várias formas possíveis, de todas suas decepções na vida e fracassos? Não seria desesperador? O melhor caminho não seria apagar todo esse sofrimento?


Juuni Taisen é um bom anime e me dá um pouco de raiva por não ser excelente. Um roteiro mais bem escrito e uma animação mais competente, provavelmente o tornariam um anime muito marcante. Mas não é só de Twists que uma adaptação sobrevive. Não adianta fugir dos clichês comuns surpreendendo o espectador e surpreender igualmente com uma péssima qualidade técnica.

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