terça-feira, 3 de outubro de 2017

Crítica: Made In Abyss

 
Mais uma preciosa joia rara, para o mundo da animação japonesa.

Já começo enaltecendo este que para mim, é o melhor anime dessa temporada. Com grandes chances também de ser um dos melhores do ano, Made In Abyss com apenas 13 episódios, dá uma aula de como criar um universo fantástico com muita criatividade e decisões de roteiro super inteligentes.

 
A trama começa apresentando uma grande cidade chamada Õsu, cujos habitantes vivem em volta de um abismo gigantesco denominado Abyss. Dentro desse abismo, existem vários ambientes que se diferem em questão de fauna e flora, sem falar nas inúmeras relíquias, remanescentes de uma civilização antiga que pereceu por conta de um evento desconhecido. Rapidamente você já se familiariza e adquiri fascínio aos cenários. Tudo muito detalhado dando uma impressão de vida mais nítida do que em outras animações.


 
A protagonista feminina Riko, é uma Caçadora de Tumbas. Uma espécie de explorador do Abyss, afim de adquirir as mais variadas relíquias que lá se encontram. Muito jovem e com uma fome insaciável de querer adentrar aos mais profundos níveis do abismo, Riko se mostra uma protagonista super enérgica e otimista, conquistando minha atenção logo no primeiro episódio.

 
Durante uma de suas expedições, ela encontra uma espécie de Andróide com algumas características humanas. Tal ser, não possui nome nem memórias de onde veio, mas acaba por se tornar companheiro de Riko, que o nomeia de Reg. Devido a características sobre humanas e outros tipos de habilidades muito convenientes, Reg se torna a chave para ajudar na expedição de Riko, que tem uma forte impressão de que sua mãe, também caçadora de relíquias, está no fundo do Abyss esperando por ela.

 
Após episódios inicias bastante introdutórios, a descida no Abyss acontece tendo a dupla Riko e Reg, protagonizando essa interessante aventura. Confesso ter ficado fascinado com o design do anime, principalmente no que diz respeito às criaturas que habitam o Abyss. O Lamentador de Cadáveres por exemplo, uma criatura que imita o pedido de socorro das vítimas para atrair mais presas, é uma criatura um tanto assustadora do ponto de vista de um predador.


 
Durante a jornada dos jovens aventureiros, assim como foi premeditado, cada camada possui um nível maior de dificuldade e com isso vamos percebendo o quanto a presença de Reg, é importante para proteção de Riko. Sem ele, ela provavelmente já teria morrido nos primeiros níveis.

 
E não só de criaturas e ambientes inóspitos que Made In Abyss se apresenta. Personagens legais vão aparecendo no caminho. O aventureiro Habo, a aventureira Ozen, que possui uma estranha e fria personalidade e o simpático aprendiz Maluk, se apresentam justamente no momento em que a história, começa a apresentar tons um pouco mais escuros.

 
A aura de infantilidade dos personagens principais, que são crianças ainda, só serve para nos amplificar o choque pelos momentos mais tensos que a trama tende a apresentar. O autor não demonstra pudor, em censurar situações como o fato de Riko se mijar de medo, por conta da presença de uma estranha criatura na casa de Ozen. São situações que raramente vemos um protagonista passar e o fato de ser uma criança, pelo menos no meu caso, me chocou um pouco mais.

 
E falar em choque, após o arco do treinamento de Ozen, entramos na Quarta Camada, no lugar conhecido como cálice dos gigantes. E a partir desse momento, que Made In Abyss mostra suas características Dark Fantasy. O envenenamento de Riko pela criatura que aparece no local e o desespero de Reg tentando cortar o braço dela para impedir que o veneno se espalhe, trouxe talvez uma das cenas mais tensas do ano. Ver a protagonista feminina sangrar por todos os buracos do corpo, passa uma sensação de tensão que poucos animes conseguem.

 
Introduzindo logo após a ótima Nanachi, um irreal, que são humanos expostos ao ambiente mais profundo da sexta camada do Abyss. Nanachi é uma personagem muito simpática e com uma carga dramática muito forte construída em cima dela. Confesso ter ficado emocionado com toda a situação apresentada e o sofrimento de sua melhor amiga Mitty.

 
Mais uma vez o autor mostra que não se importa em explicitar o sofrimento de seus personagens. A cena do elevador, aonde a mutação se inicia no corpo de Mitty, é dolorosa de assistir, e como mencionei acima, o fato de ser um personagem infantil, traz mais impacto a cena.

 
Ao final de tudo, Made In Abyss encerrou com a sensação de continuidade, a apresentação de um provável grande antagonista e um gostinho de quero mais. Com direção primorosa e trilha sonora incrível, que tornou momentos como a despedida de Maluk, algo super dramático e emocionante. Provavelmente temos aqui uma das melhores adaptações de mangá da atualidade.

 
A mitologia e conjunto de personagens apresentados com muita maestria em apenas 13 episódios, mostra que nas mãos certas, uma material incrível como Made In Abyss, pode deixar uma marca muito positiva nos corações dos adoradores de animes. Espero que não acabe aqui, já que com certeza sentirei saudades da simpática e animada loirinha de óculos e do andróide tímido, mas corajoso como um verdadeiro herói, assim como todos os segredos que ainda habitam no grande abismo.

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