domingo, 8 de outubro de 2017

Crítica: Boku no Hero Academia 2ª Temporada

 
Plus ultra again!!

Desde sua primeira temporada, o shounen de super heróis mais famoso da atualidade, tem sido de grande agrado para mim. E posso enumerar muitos motivos para tal. Apesar dos já conhecidos pontos muito comuns no gênero, como o protagonista sofrido, mas com potencial enorme, essa animação em especial, tem outros diferenciais. Boku no Hero entrega, uma das melhores adaptações de um mangá dá lendária Weekly Shounen Jump.


Continuando a história depois da invasão na U.A pela infame Liga dos Vilões, Midoriya e os demais estudantes se preparam para o aguardado festival escolar. O evento se faz muito importante para os jovens, pois a plateia é constituída dos mais respeitados heróis. Uma grande chance de mostrar seus talentos e conseguir uma vaga em uma grande agência de super heróis, porque afinal de contas, o super herói no universo de Boku no Hero, é um trabalhador como outro qualquer e precisa garantir seu futuro na área.


 
Com os preparativos para o festival, inicia-se este arco que serviu para desenvolver não só o Deku, como também outros personagens que ganharam ênfase e importância. Outro ponto interessante e que premedita grandes problemas para o futuro, é o fato de All Might, revelar que está ficando cada vez mais fraco.

 
E assim surge também outro ponto recorrente em shounens, a rivalidade. Todoroki, que já tinha demonstrado ser forte na primeira temporada, declara que derrotará Deku no festival escolar. E fora que achei muito legal, não se limitarem apenas à lutas para definir provas para os jogos do festival. Foram duas modalidades, inclusive modalidades comuns nesse tipo de evento no Japão, com a diferença de seus participantes serem super poderosos.


 
Corrida de obstáculos e a batalha de cavalaria, foram ótimos recursos para apresentar as habilidades dos outros estudantes, assim como acalorar a rivalidade entre eles. Depois de reduzir o número de participantes para os 16 restantes, começa as batalhas individuais. Os combates trouxeram boas surpresas. Inicialmente gostei de Shinso Hitoshi, que apesar de possuir um poder muito perigoso, que é a lavagem cerebral, podendo ser um grande problema caso seguisse o caminho da vilania, ele ganhou meu respeito, quando revelou que tudo que ele quer, é ser um grande herói também. A cena teve uma carga dramática muito bem construída.


Os demais combates foram bem rápidos. Acontecendo inclusive 5 num único episódio. E logo após, temos Ochako com a difícil tarefa de lutar contra Bakugo. A luta foi muito bem elaborada e serviu para mostrar toda a determinação da personagem, para com si própria e sua família.

 
E no episódio 10, temos talvez um dos momentos mais emblemáticos dessa temporada. A luta de Midoriya contra Todoroki. Fazia muito tempo que não via uma luta tão marcante. Não só em questões animadas, mas emocionais também. Deku perdendo foi inesperado e a mudança de perspectiva de Todoroki foi lindo, assim como o reencontro com sua mãe. É difícil encontrar adjetivos para descrever esse, que foi um dos mais importantes momentos do anime.


 
Com o fim do festival escolar, Boku no Hero começa um arco mais obscuro, com a entrada do vilão Stain e os estágios estudantis. Tal arco ajudou a detalhar os aspectos da profissão de super herói, assim como foi de grande importância para a persona Ilida, que tem toda sua postura correta e conservadora posta a prova, quando seu irmão quase é assassinado pelo assassino de super heróis.



Esse talvez seja um dos arcos que mais trouxe temas reflexivos. O vilão Stain, abre um parênteses muito interessante. Você que é um super herói, você realmente luta pelas pessoas com toda sua determinação, ou apenas faz o necessário para garantir seu salário? E nesse ponto que observamos, que são raros os heróis com a determinação de salvar o próximo que o All Might tem.



O arco foi concluído com momentos muito marcantes. A luta de Iida, Deku e Todoroki com o vilão Stain, foi outro grande combate da temporada e mostra que o estúdio Bones, está muito preocupado em entregar uma adaptação de qualidade para os seus fãs. Gosto muito da trilha sonora de batalha, escolhida para os momentos certos.

 
Novos personagens também fizeram sua entrada. Destaque para o Endevour que teve uma breve luta, mas que se mostrou muito poderoso e o velho Gran Torino, sensei de Deku. A liga dos vilões começa a mostrar um pouco mais a cara e por de trás dela, um dos maiores vilões, responsável pelo ferimento de All Might, o All for One, se espreita na escuridão com planos maléficos para o futuro.

 


E por fim o terceiro e último arco, onde houve as batalhas contra os professores. Esse em si teve o desenvolvimento mais lento, mas tivemos bons momentos como a luta de Bakugo e Deku contra All Might, assim como observamos a diferença enorme de poder dos professores para os alunos. Eles ainda tem muito o que apreender.

 
Com um gancho apontado para a nova temporada, Shigaraki Tomura parece que será a grande ameaça do anime, já que desde a primeira temporada, ele vem recebendo um desenvolvimento crescente assim como Deku, que também se destaca mostrando controle sobre sua perigosa habilidade. Talvez essa será a grande rivalidade da história, assim como One For All contra All for One.


Boku no Hero mostra que adaptações com temporadas espaçadas, pode ser a fórmula certa para adaptar os shounens da Shounen Jump. Tecnicamente e escritamente superior a primeira temporada, me encontro ansioso para continuar a ver, aonde essa história de super heróis vai dar.

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