domingo, 17 de setembro de 2017

Crítica: Re:Creators

 
Premissa pouco original, mas muito bem executada.

Re:Creators causou, pelo menos em mim, uma ótima impressão na sua estreia, iniciada na temporada de animes anterior (primavera). Os primeiros episódios apresentaram uma temática não muito inovadora, aonde personagens da ficção se manifestam no mundo real. O transporte de seres de universos alternativos, para o mundo dos meros mortais, já é um recurso narrativo exaustivo, saturado e ainda muito utilizado por roteiristas, mangakás, autores de light e visual novel japoneses. Com essa falta de originalidade em seu argumento principal, uma história que possa se destacar levando isso em conta, deve pelo menos apresentar recursos que não façam ser apenas mais uma das várias outras existentes. Nesse aspecto pelo menos, Re:Creators consegue se destacar.

 
O roteiro se preocupou com detalhes interessantíssimos a respeito da passagem dos personagens para o novo mundo. As reações deles dentro dessa realidade, assim como a consequência dessa presença e seus atos é um dos pontos positivos iniciais. A Mahou Shoujo Mamika por exemplo, fica em extremo choque, quando descobre a proporção destrutiva absurda, que seu poder tem. Algo que não é retratado no seu mundo, que desconhece a violência extrema e o sangue de batalha, presentes na nossa realidade.


 

Entre outros detalhes interessantes, se destacam a busca pelas razões. Razões por exemplo do por que, todos os acontecimentos naquele mundo ficcional, trazendo sofrimento para seus protagonistas. Mortes de parentes, traições de amigos, sofrimento das pessoas naquela realidade. É a hora que as "Criações", que são esses personagens que agora estão no nosso mundo, possuem para questionar seus criadores: - Por que me fez sofrer tanto? Apenas para divertir um público que aprecia ver uma história dessas?
 
 
Tal questionamento me fez refletir bastante. Não importa se é um desenho animado ou história ficcional de fonte distinta, se aquele mundo ali retratado realmente existisse, estamos apreciando histórias que apesar de heroísmo e momentos felizes, são recheadas de tragédia e mesmo assim acompanhamos com gosto, não é loucura?

 
Toda essa reflexão que o anime me causou, ofuscou um pouco minha decepção pelos diálogos, muitas vezes exaustivos e com excesso de explicações. É uma forma de ilustrar as regras para as coisas acontecerem, mas também é um tempo precioso que se perde para desenvolver os personagens.

 
Aproveitando para entrar nesse campo sobre aqueles que carregam a trama, Re:Creators se mostra bem com seu elenco, principalmente as "Criações". Já disse em posts anteriores e volto a repetir, a personagem Alicetaria February é na minha opinião a melhor personagem desse anime. A carga dramática colocada sob a personagem combinada de sua personalidade forte e decidida, garantiram uma enorme empatia da minha parte. Tanto que a morte súbita dela é tão marcante, que a cena grudou nos meus pensamentos por dias.


 
Mamika também é muito bem representada como a Mahou Shoujo genérica, mas que apesar de curta, tem uma marcante participação nos episódios iniciais, principalmente nos seus diálogos carregados de compreensão e sensatez.


 
Selesia e Meteora são personagens pouco atrativas na minha opinião. O que achei estranho é que Selesia, desde o início, parecia que teria uma presença muito mais protagonista, o que acabou não sendo tão verdade assim. A jovem e corajosa personagem do Elemental Symphony of Vogelchevalier, teve bons momentos, principalmente no quesito batalha, outro ponto positivo na obra. Apesar da demora dos momentos de combate, a produção nesse ponto fez um bom trabalho, com lutas bem animadas e com a presença de uma ótima trilha sonora de fundo.

 
O protagonista Sota, é outro que sofre dessa falta de protagonismo. Ele fica de um lado ao outro, sem fazer muita coisa. Descobrimos que ele tem um trauma, que o impede de realizar muitos de seus desejos e sua importância só se faz presente no final. Foram 22 episódios para que o personagem principal, só fosse importante para a salvação de todos no momento mais decisivo.

 
Isso é um ponto negativo para mim. Se você estabelece um protagonista, você deve dar crédito e ênfase para que ele leve a trama e não jogar nas costas de outros personagens para devolve-lo apenas no final.

 
A antagonista Altair também tem seus vários momentos notórios. Toda a explicação por trás de seus poderes imensos foi bem definida e criativa também. A personalidade destrutiva e revoltada, apesar de clichê, combina muito com o que o anime queria propor. É lógico que entre as "Criações", alguém ficaria extremamente irritado com as decisões dos criadores para entreter o público. Foi interessante colocar tais antagonistas, dentro de uma única vertente de vingança: Destruir os deuses que nos fizeram sofrer tanto.

 
No fim, foi uma ótima experiência. O ritmo inconsistente pode desagradar, mas é inegável que tivemos um produto com boas lutas, alguns bons personagens, boa animação nas lutas e acima de tudo, conteúdo que consegue ser original do seu modo. Re:Creators não causará uma marca enorme no mundo dos animes, mas vai ser uma boa lembrança como bom entretenimento que se fez presente.

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