quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Crítica: Kakegurui


Insanidade aliada a uma excelente direção.

Kakegurui é um daqueles animes que te conquista logo na sua estreia. Direção, dublagem e design, já se mostram destaques em seu primeiro episódio. Mas aliado a isso tudo, temos um plot super divertido combinado com personagens incríveis e muita, muita loucura.


No primeiro episódio, vemos o estudante Ryota Suzui, perder uma partida em um jogo de azar, que lhe deixa com uma dívida incrivelmente alta. Tal dívida, devido à ausência de recursos para saná-la, acaba por dar o título de "gado" ao rapaz. A partir desse ponto, começamos a entender como as coisas funcionam nessa escola denominada Academia Hyakkou.


Devido à nova gestão do conselho estudantil, os jogos de azar se tornaram a principal atividade de clubes dentro da academia. Sendo todos alunos filhos de pessoas de classe social alta, as apostas em torno desses jogos de azar, compreendem quantias muito elevadas de dinheiro. Uma aposta arriscada, pode trazer um trágico destino para sua condição financeira e reputação pessoal, já que os "gados" são tratados como lixo, até que a dívida seja quitada.


Após a explicativa introdução, temos a estrela do espetáculo. A estudante transferida Jabami Yumeko. Aparentemente inocente e com um comportamento muito singelo, Jabami demonstra através de um jogo de cartas, que possui uma destreza para jogos de azar incrivelmente acima da média. Além de subitamente, mostrar uma personalidade um tanto quanto compulsiva por jogos desse tipo. A jovem se sente incrivelmente excitada por se arriscar nas partidas das mais variadas modalidades. Com o caminhar da trama, vemos que o objetivo de Yumeko na entrada da academia, é derrotar os melhores jogadores, sendo eles os membros do conselho estudantil e outros estudantes igualmente talentosos.


Kakegurui sofre de um estranho contraste de protagonistas. Enquanto Yumeko é uma personagem memorável, o jovem Suzui é o pobre coitado que acaba por ser a plateia surpresa pelas façanhas da protagonista feminina. Não entendo o porque do autor colocar como personagem masculino principal, um indivíduo com tanta ausência de carisma. Gosto de imaginar que existe algum tipo de reviravolta com ele no futuro, como se tivesse escondendo sua real personalidade. Isso seria um tanto interessante.

 
Os coadjuvantes não ficam para trás. O anime frisa nesse lado quase que perturbado dos jogadores. Quando estão aparentemente vencendo, demonstram expressões psicóticas que surpreendem no design. Apesar de toda bizarrice, passa uma sensação de esplendor triunfante super divertida nos momentos clímax.




O roteiro é muito interessante. Mesmo existindo outros animes com a mesma premissa de apostas, como o caso do anime Akagi e Kaiji, Kakegurui consegue seu lugar dentro do gênero sendo original do seu modo. A direção está de parabéns! A trilha sonora, os efeitos sonoros para gerar tensão e toda a identidade do mangá, são transportadas para tela com competência.

 
O tratamento de personagens é incrivelmente balanceado. Destaque para Mary, a louca Midari Ikishima e a presidente do conselho estudantil Kikari Mobami, que apesar de ser aquela que por enquanto, demonstrou menos insanidade, possui uma presença de confiança e intimidação dignas de uma verdadeira antagonista.
 



Pedra, Papel e Tesoura, Jogos diversos utilizando baralhos, Roleta Russa entre outros. O uso de diversos jogos de azar, transmitidos com tensão e obsessão de seus jogadores, fazem de Kakegurui um grande destaque no ano de 2017. Sempre bom ver um diretor realizando um excelente trabalho na adaptação de uma obra diferencial. Espero poder ver mais Jabami Yumeko no futuro, causando mais alvoroços na Academia Hyakkou e demonstrando toda sua loucura e vício por apostas.

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