sábado, 26 de agosto de 2017

Crítica: Death Note (Netflix)

 
Netflix crava na história, mais um decepcionante longa live action baseado em anime.

A desconfiança por parte de animes migrando para o cinema live action, sempre foi algo presente no íntimo do fã de animação japonesa. Quantas obras podemos mencionar aqui, que não fizeram nada, além de desagradar o público com péssimas adaptações? E parece que a desconfiança vai continuar presente, ou até mesmo aumentar por parte destes, que ainda esperam que um dia, algum fã de verdade, possa criar um material decente.

 
Death Note da Netflix utiliza a premissa do mangá e anime de sucesso global, americanizando os pontos da trama. A aparência do elenco não costuma me incomodar tanto, até por que as diferenças físicas entre um personagem de anime e uma pessoa normal são muitas. Não me incomodei nem mesmo com o fato de L ser negro, o que difere do personagem original. O que me deixou mais irritado, foram as alterações absurdas na personalidade deles.


Light no anime, é um jovem muito reservado, observador e de inteligência acima da média. Quando encontra o caderno e descobre o poder absurdo que têm em mãos, ele começa a traçar um minucioso plano para que seu senso de justiça, possa punir os criminosos sem deixar rastros. Conforme o andamento da trama, começamos a descobrir que esse protagonista, possuí uma personalidade bastante singular e diferente em termos de herói tradicional. São várias vezes em que ele comete atos totalmente questionáveis para que seus planos deem certo, não importando quem esteja no caminho. O rapaz chega ser diabólico certas vezes e manipula as pessoas com maestria.


O Light do longa Netflix é o total oposto. Ele é histérico, desequilibrado e muito, muito burro! Aonde está todo aquele cuidado para esconder o Death Note no seu quarto e continuar seu cotidiano de estudante, sem levantar suspeitas como o anime mostrou? Em contrapartida, ele resolve revelar para Mia, que conhece à muito pouco tempo, que é possuidor de uma arma homicida praticamente infalível. Não satisfeito, o rapaz insiste em trilhar um caminho e representar comportamentos que não se assemelham em nada ao personagem original.


O Ryuuku apesar de ter um visual bacana, não possui a presença que um coadjuvante de seu porte deveria ter. Colocaram ele como um caçador de um novo detentor para o caderno. É como se fosse uma obrigação achar o novo portador, se distanciando do Ryuuku que conhecemos, que só quer ver o círculo pegar fogo para não se sentir entediado. O diretor não conseguiu nem representar o amor e vício por maçãs que o Deus da Morte possuí.


E outra grande cagada é o L. Não sei que decisão é essa, em colocar personagens que deveriam ser tão centrados e antecipadores de suas decisões, por pessoas totalmente insensatas. Aonde já se viu, um personagem que originalmente possui um comportamento muito singular e recluso, aparecer várias vezes em público sem mostrar um pingo de incômodo?


A soma de todos esses fatores negativos, com os caminhos que a trama percorre e os diálogos pobríssimos, estampam a palavra "estúpido" na testa dos personagens e "idiota" na cara do fã, que acaba perdendo 1 hora e 40 minutos de seu tempo, esperando algo que possa pelo menos satisfaze-lo, nem que seja com uma boa dose de fã service.

 
Death Note termina com um grande gancho para continuação. Sequência essa que na minha opinião não deveria nem existir, já que começou a desenvolver esse universo interessante, das formas mais erradas possíveis. Sei que adaptar obras de seu material original, é um trabalho extremamente difícil e a diferença entre o novo e o antigo sempre prevalecerá. Mas mudar praticamente, toda a essência dos personagens que carregam a trama sem referenciar o original, isso sim é um desrespeito ao fã de anime, que defende e ama a obra à muitos anos.

No fim, foi pego a premissa e criado um "Filme Original Netflix". Entre os sentimentos de frustração e raiva ao fim dessas quase 2 horas penosas, senti que vi algo com a ideia do anime, mas Death Note mesmo não estava lá.

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