segunda-feira, 17 de julho de 2017

Crítica: Kizumonogatari 1, 2 e 3


A cortina do passado tantas vezes mencionado, mas nunca revelado, se abre finalmente.

A franquia Monogatari é algo difícil de se recomendar aos outros. Eu mesmo tive as minhas primeiras impressões de estranheza quanto à série, anos atrás quando comecei a conferir as aventuras do Koyomi-kun, lá em Bakemonogatari. Está trilogia de filmes, acontece anteriormente a primeira temporada lançada da série. Claro que quem nunca viu Monogatari, poderia ver esse filme sem nenhum problema, mas não é algo que recomendaria.


Passar por toda a experiência que toda a Monogatari Series proporcionou durante todos esses anos e depois conferir essa trilogia magistral, é o certo a se fazer. Se está curioso, dê uma chance às séries de animes. Abandone o seu preconceito, caso tenha, por coisas diferentes e um tanto estranhas (Pois é isso que o anime é: estranho). Se você conseguir extrair pelo menos metade do que o universo de Monogatari proporciona, vai entender o que eu quero dizer. Para mim que já passei por todo esse processo, chega a ser difícil de encontrar um adjetivo para descrever esses filmes, sendo um fã compulsivo da série.

Como mencionado acima, essa é uma história que remete ao passado anterior à tudo que a franquia mostrou. Respostas a muito tempo pedidas, seriam reveladas e a história por trás das "Infernais Férias de Verão" que o nosso protagonista Araragi tem tanto receio de contar, finalmente seriam mostradas para nós, fãs espectadores.


O primeiro filme, já pega o espectador de surpresa no visual. Claro que Monogatari sempre impressionou nesse quesito, mas aqui é mostrada a amplificação desse ponto. Os cenários estão muito mais realistas e chegam a contrastar com os personagens. Mas por incrível que pareça não é algo esquisito de se ver. É diferente. É maravilhosamente diferente!


Quadros com mensagens súbitas aparecendo na tela, as ruas vazias como um mundo desolado, a caricatura dos personagens nos momentos de comédia. Tudo isso está presente lá, de uma forma ainda mais incrível e melhorada do que nos animes para televisão.




Tekketsu (Primeiro Filme) é um filme de encontros. Encontro com a fabulosa Hanekawa, que sem dúvida prova por que é uma das personagens femininas mais legais da franquia. E o primeiro encontro com a adorável pequena vampira de cabelos dourados, que viria a ser a sombra do nosso querido protagonista. Protagonista esse que se encontra de uma forma bem diferente vista nos animes. Araragi aqui é totalmente antissocial, vendo a amizade como uma fraqueza desnecessária.


E essa primeira película, além de tudo que já mencionei que me impressionou, principalmente na parte técnica, deixa momentos incríveis marcados na sua mente. O que dizer da cena do metrô? Aonde Kiss-Shot, a orgulhosa, poderosíssima vampira e o ser mais poderoso que existe, implora pela vida, provocando uma enchente de sangue com seus membros decepados? O visual da cena é de arrepiar e mostra como a franquia consegue criar momentos tensos e super chocantes de forma natural.


O encontro com os exorcistas logo ao final de Tekketsu também é incrivelmente executado e não deixando de lado, mais um não menos importante encontro. Dessa vez com o velho e misterioso Oshino Meme, que quem acompanha a franquia conhece muito bem.


Com o terreno preparado, seguimos para Nekketsu (Segundo Filme). Aonde Araragi, após todo o desespero vivido no primeiro filme e tendo se transformado em um vampiro, terá que enfrentar os medos sentidos em Tekketsu e recuperar os membros roubados de Kiss-Shot. Para que ela recupere seus poderes e em troca, o jovem consiga sua humanidade de volta.


Esse acaba focando um pouco mais em lutas, coisa que a série toda nunca deu muito atenção. Mas não podemos esquecer da incrível cena de comédia, aonde Hanekawa mostra a calcinha para Araragi em slow motion com a música de "2001 Uma Odisséia no Espaço" ao fundo. Mais uma vez Monogatari mostrando que nunca vai deixar de lado, seu gosto por referências.
 

As lutas são um tanto estranhas, mas o exagero visual é tão criativo e belo que me lembra os filmes do Tarantino. A própria cena aonde Episode golpeia Hanekawa mostra isso. Esse por sinal, foi um dos momentos mais chocantes da série inteira para mim. O gore representado nesse filme e em vários momentos anteriores, jamais seria adaptado explicitamente em um anime de televisão como aqui foi feito. O que nos mostra que a escolha por uma trilogia, foi sem dúvida a melhor decisão do estúdio Shaft.



E por fim, Reiketsu (Terceiro Filme) fecha tudo com chave de ouro. Com os membros recuperados, Araragi agora se vê em uma situação um tanto complicada. Sua piedade o fez esquecer, que a linda mulher dos cabelos dourados, é nada mais nada menos do que um monstro comedor de humanos e isso pode trazer uma penosa consequência. Reiketsu é de longe o melhor dos três filmes. É incrível como que num espaço de tempo de 1 hora e 20, conseguimos ver um filme com cenas engraçadas, bonitas como nos momentos entre Araragi e Kiss-Shot e outras extremamente chocantes, tudo em um total equilíbrio assustador. A cena de Kiss-Shot comendo Guilhotine Cutter, representada sem um pingo de pudor, talvez seja a cena mais marcante do ano para mim.

 
O gore e o exagero, tanto na violência como nas reações de desespero de Araragi, chegam à um nível ainda superior ao que os demais filmes haviam mostrado. Desespero esse que acaba por ser superado pela presença da incrível Hanekawa. É nesse momento que vemos o peso da personagem na história. É a típica personagem que consegue roubar a cena, nas mais variadas situações.


Resolvendo assumir as responsabilidades pelos eventos passados, temos o enfim aguardado combate entre Araragi e Kiss-Shot. O embate dos dois talvez seja uma das mais impressionantes e criativas lutas de anime que já vi na vida. Além de surpreender com a animação super acima da média, as sensações que ela transmite são indescritíveis. Eu não sabia se ria ou ficava boquiaberto com tamanha loucura. Um show de membros e cabeças decepadas com a risada doentia da Kiss-Shot ao fundo. Nesse momento eu vi, que quando menos esperamos, Monogatari consegue te surpreender magistralmente.


Sem mais delongas, a experiência de assistir essa trilogia é difícil de transmitir em palavras. Um texto de 100 páginas pode ser pouco e indigno do que Monogatari é. Tamanha satisfação, só pode mesmo ser resumida com a nota abaixo.

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