sexta-feira, 30 de junho de 2017

Crítica: Tsuki Ga Kirei


O que no início parecia nada demais se tornou algo maravilhoso.

Que sensação ótima após ver o 12º e último episódio de Tsuki ga Kirei. Tal anime, que julguei inicialmente que seria um produto pouco atrativo, acabou me surpreendendo imensamente. Ultimamente, está difícil achar um anime, que trate uma história de "O Primeiro Amor" de forma tão delicada e tênue.


Tal obra recentemente finalizada, não aborda somente o que se espera de um anime de romance. Nada de melodramas e chororô em excesso. Há o choro e há o drama logicamente, mas em doses certas e não incluído na trama de forma forçada. Há também todos os elementos do Shoujo, porém de uma forma incrivelmente bem trabalhada, sem parecer clichê muito menos cansativo. O amadurecimento de um jovem indeciso e desmotivado, é parte importante desse excelente roteiro. Quem diria que o seu primeiro amor, seria paralelamente o passo para o amadurecimento como pessoa.


"Tenho vivido de forma vergonhosa". Foi o que Koutaro disse no inicio do último episódio. Essa frase marca a transformação dele, um novo jovem. Acompanhar o dia a dia dele pode ser até mesmo um pouco irritante. A desmotivação estampada na face e os constantes suspiros, mostram o quanto o garoto precisa de um incentivo. Mas o que achei excepcional, é como a personalidade dele é colocada na história. O autor não se preocupa nem um pouco, em mostrar a estranheza e os comportamentos do jovem, principalmente quando está só. Entretanto é exatamente nesse ponto, que o anime mostra sua originalidade.



Pulando igual um maluco, ficando feliz com a menor das notificações no LINE. Essas são algumas das reações do Kotarou, quando recebe uma mensagem de sua amada Akane. É incrível, que nesses momentos, você fica focado na situação, por que é algo muito fácil de se identificar. Afinal, quem nunca se sentiu o vencedor do melhor prêmio do mundo, quando recebeu a tão esperada mensagem da garota que gosta? A realidade de fatos e comportamentos desse anime, é algo incrivelmente realista.

 
Akane é uma jovem, que assim como Kotaro, não tem experiência em relacionamentos amorosos. Portanto chega a ser engraçado, os primeiros passos dos dois no início do relacionamento. A falta de palavras é incrivelmente presente e o nervosismo permeia entre ambos, que claramente demonstram interesse um pelo outro, mas que não sabem como expressar isso. É muito legal, e também nostálgico de certa forma, se familiarizar com estas situações, que a maioria das pessoas nessa idade já passaram.



O inesperado de vez em quando acaba também por acontecer. O medroso do Kotarou, acaba por dar um passo que aparentemente não prevíamos ocasionalmente. É ele que várias vezes toma a iniciativa, seja em pegar a mão de Akane ou até mesmo beijá-la. Essas cenas em especial ficaram lindas e com uma ótima trilha sonora de fundo. Vale ressaltar, que as músicas escolhidas para o anime, não poderiam ser melhores do que as apresentadas. Lindas melodias e vocais femininos competentes tanto no tema de abertura como de encerramento, enaltecem sua satisfação.

 
E o casal se transforma durante os 12 episódios. Akane se torna mais motivada, sabendo que Kotaro lhe apoia. Kotaro em contrapartida, começa a focar ainda mais no seu sonho de escritor e também descobre que tal caminho é muito mais difícil do que ele imagina. Ainda sim, ele permanece feliz e motivado também. Fato este que foi percebido até mesmo pelos pais do jovem. O penúltimo episódio mostrou de uma forma muito bonita, o apoio dos pais para com o rapaz, apesar de sua decisão imprudente de estudar tão longe por causa de uma garota.



E como o primeiro amor pode ser difícil! Isso o anime mostra muito bem. Da mesma forma que Kotarou percebe que amar e ser amado é algo incrível, a despedida pode ser algo extremamente doloroso. A questão da mudança repentina de Akane com sua família, foi uma jogada de mestre no roteiro, que até então, não tinha mostrado nenhuma situação realmente desafiadora para o casal. Deixando assim tudo para o final e fechando com chave de ouro. O futuro do casal, mostrado nos créditos finais, foi um fan service super necessário que tive vontade de aplaudir de pé.



É uma pena que um anime tão belo, não tenha recebido uma adaptação tecnicamente melhor. O design de personagens é pouco atrativo, mas até que os cenários se mostram bem trabalhados. Fico imaginando como seria maravilhoso, se Tsuki Ga Kirei fosse animado pela Kyoto Animation. Provavelmente seria uma obra ainda mais magistral.  

Mas ainda assim, o anime é uma dádiva. Fazia muito tempo que não via uma anime de romance tão bom. Mas uma vez devo ressaltar o incrível amadurecimento de Kotarou, que transmite esses sentimentos no prólogo de seu livro:


"Se houver um Deus do destino, ele deve ser alguém que gosta de pregar peças. Ele é alguém detestável que sempre cria coincidências só para se divertir nos iludindo. Mas, nesse momento, eu gostaria de agradecê-lo. Afinal de contas, ele nos uniu quando estávamos responsáveis pelos equipamentos. Era primavera quando eu a encontrei..".

É maravilhoso ver, como um simples prólogo, diz muita coisa sobre os acontecimentos do anime. Despertar sentimentos no espectador com simples imagens ou poucas palavras, é digno de uma direção de mestre.

 
 
Não me admiro ver esse anime entrar nos tops pessoais de animes de romance de muita gente. Afinal de contas, Tsuki Ga Kirei fez sua marca no mundo dos animes. E sem precisar apelar à mesmice, nos entregou algo belo, sutil e gracioso.

AVALIAÇÃO DO BLOG:


  


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1 comentários:

  1. Concordo com tudo que você falou!Esse anime é o melhor romance do ano até o momento,e olha que eu também não esperava nada dele,mas foi uma excelente surpresa!O Final foi lindo demais,amei!<33

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