terça-feira, 20 de junho de 2017

Crítica: Rokudenashi Majutsu Koushi To Akashic Records


Anime de fantasia escolar diverte pela metade dos episódios, mas desce ladeira abaixo após isso.

Akashic Records me causou uma impressão positiva em seus primeiros episódios. Apesar de como muitos animes que se passam em escolas de magia, o protagonista Glenn Radars era um bom personagem de se ver em tela e tornava as coisas um pouco diferentes.



Mostrando um protagonista jovem porém adulto, Akashic Records já começou a se diferenciar de seus semelhantes. Tramas de escola de magia, quase que em sua totalidade, são protagonizadas por adolescentes, estes ainda que possuem personalidades bem parecidas em quase todos os animes de certa forma parecidos com esse.


Mas até que por esse lado a coisa não tomou um rumo tão previsível. Glenn já é um caso a parte logo em sua entrada. Desleixado, preguiçoso e desmotivado ao ofício de lecionar. Ele inicia na mais prestigiada escola de magia do reino, seu trabalho como professor substituto. O jeito excêntrico de Glenn, trás momentos bem cômicos, ainda mais junto da representante de classe, a jovem Sistine Fibel. Que reprova seu modo de ensinar e sua postura como professor.



Mesmo sendo a famosa protagonista feminina, que não tem uma boa relação com o protagonista masculino, mas que no fim todos sabemos, que eles se darão bem e um dia ela gostará dele, a química dos dois é muito boa e torna tudo ainda mais risível.

 
Quando a história começa a levar um rumo mais sério, o anime continua bom, já que mesmo nas lutas e momentos preocupantes, Glenn consegue quebrar o gelo e deixar as situações engraçadas. Gostei do fato dele não ser um personagem Overpower, como achei que seria. Ele é forte, isso é claro, mas nada anormal a ponto de tornar todos os antagonistas, fáceis desafios para ele.

 
Mas é querendo mais seriedade, que Akashic Records cava sua própria cova. Se o anime mantivesse um foco maior na comédia até o final, ele seria bom. O problema é justamente querer ser sério de mais. E isso começa acontecer quando entra a personagem RE=L, que pelo amor de Deus! que personagem ruim! As falas, as situações e ações da personagem, são os mais ridículos possíveis. Tornar ela uma certa vilã, por mais que de uma forma rápida, para posteriormente voltar para o lado do bem, foi uma decisão bem errônea e só mostra como ela é ruim como personagem secundária.


E assim a bola de neve para a queda da qualidade vai aumentado. Antagonistas desprovidos de qualquer carisma, vão deixando a trama chata e desenvolvendo ela para um caminho praticamente sem ambição. Parece que o autor só quer criar uma situação e fazer o Glenn superá-la, para assim ele voltar para a classe e continuar a lecionar com seu jeito malandrão. Acaba sendo uma fórmula repetitiva.



A trama ainda apresentou Rumia Tingel, que tem alguns momentos focados nela, mas rapidamente é meio que deixada de lado após isso, se tornando uma personagem sem sal. Sistine tem mais foco, mas a única coisa que amadurece mais nela é seu amor pelo professor, já que seu objetivo de tornar o sonho do seu avó realidade, ficou só na promessa. Ela até o momento não fez nada de mais para conseguir isso.



Em fim é uma verdadeira pena. Akaschic Records poderia ser muito mais do que foi. Poderia ser algo divertido e recomendável, para quem gosta de animes de fantasia que focam mais no hilário do que em momentos tensos. Mais um para se afogar no gigantesco mar de animes "mais ou menos", que aparecem todo o ano e em todas as temporadas.

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