domingo, 21 de maio de 2017

Crítica: Blame!

 
Anime de ficção científica impressiona no visual, mas carece em pontos cruciais.


Se toda a mitologia de Blame! fosse melhor executada, teríamos um ótimo produto sci-fi Japonês. O filme estreou ontem na Netflix do mundo todo. É um filme anime baseado no mangá de Tsutomu Nihei.

 
A história se passa em um futuro pós-apocalíptico, não mencionando quantos anos a frente do nosso tempo. A situação é que a humanidade foi subjugada por uma espécie de inteligência artificial, que era responsável pela proteção das cidades humanas. As máquinas se expandiram tanto, que tomaram conta de todo o meio ambiente, criando enormes construções. Devido há um problema, há muito tempo ocorrido com a IA (Inteligência Artificial), o sistema de proteção da cidade reconhece qualquer humano como uma ameaça e os extermina imediatamente.


Com a humanidade recuada, as pessoas começaram a viver em vilas reclusas e longe do alcance das máquinas. O problema é que quando os recursos alimentícios estão escassos, é preciso sair para buscar e com isso arriscar a vida para salvação da vila.

 
Nesse cenário conhecemos Zuru, uma das jovens moradoras de uma vila de sobreviventes. Um dia junto de seus amigos, resolve procurar alimento em um local extremamente perigoso.

 
As coisas começam a dar errado e as máquinas detectam a presença deles. Quando estão prestes a serem mortos, um misterioso homem chamado Killy consegue salvá-los dos androides exterminadores. A partir daí, Killy se junta a tribo de Zuru para ajudar os humanos a sobreviver, diante da opressão das máquinas.



Como mencionei acima, os cenários de Blame! são de encher os olhos. A representação dos locais da cidade, com a velha influência cyberpunk, consegue ser original do seu jeito. Os androides e toda a formulação criada em cima da história pós fim do mundo foi interessante, mas muito mal aproveitada. A falta de diálogos interessante tornaram o filme certas vezes chato. Em vez de boas conversas, fui submetido a momentos de explicações sobre a história, de uma forma muito maçante. Desse jeito, você torce para que ação comece logo, e ignora os mistérios que queria saber.

A pior parte de Blame! sem dúvida são os personagens. Muito mal trabalhados e sem nenhum fascínio. Quando alguns morrem, você simplesmente não se importa. Os protagonistas por exemplo, não se destacam em quase nada. Zuru, que na minha concepção, era para ser a principal das personagens femininas, não faz nada de importante no filme, com exceção de passar uma arma para Killy em um momento crucial.

 
O Killy também é um outro problema. Personagem misterioso, que não aparenta ter emoções e visivelmente pode ser um híbrido de humano e máquina. Se disse mais de 20 frases no filme foi muito. Extremamente calado e aparenta ser um produto apenas para se usar nos momentos de ação, realmente muito deprimente.


Resumindo, a nova obra da Netflix, nada mais é do que algo bem feito, mas muito mal executado. Pelo menos eles usaram o CGI de forma bastante competente, mas não compensaram em criar um produto final animador.


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5 comentários:

  1. Concordo com o texto e ainda adiciono reclamações sobre a cgi, o pós tratamento está lindo, fantástico as cores e a fotografia, porém o render dos frames parece muito lagado, algumas vezes me parece um stop motion de tão lento em executar alguns movimentos, parece que foi renderizado em 12fps. Quiseram aplicar tantos frames que pareceu bem falso a movimentação.
    Tentei assistir 2 vezes e dormi nas duas por tédio, este filme tenta explicar a situação, sendo que é até facilmente compreendida (exceto a historia de Killy) sem qualquer explicação, afinal não é o primeiro nem a única história pós apocalíptica. Acredito que a trama deveria ter se explicado naturalmente, mas ainda vou ler o mangá para ter uma ideia definita sobre a história.

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  2. Na verdade o filme não é feito pela netflix, ela apenas comprou os direitos de transmissão fora do Japão, tanto que lá o filme esta passando nos cinemas. O time responsável pelo anime é o mesmo de Ajin e Sidonia no kishi.

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  3. Vlw pela informação, já fiz a correção no texto.

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    1. De nada, uma coisa que anda me incomodando um pouco é a netflix ultimamente recebendo o credito pela produção de vários animes, sendo que ela apenas compra o direito de exibir elas fora do Japão quando esses animes terminam por lá, além de ajin e sidonia no kishi, há também o caso de simbad no bouken e Little witch. E como a netflix tem os direitos os outros sites de streaming nao traduzem essas séries. Atualmente o anime id-0 que dizem ser bem diferente do trailer e ser uma boa ficção cientifica Tb foi comprando pela netflix e vai passar lá depois de terminar a sua exibiçao no Japão, é uma pena que por causa disso não há tradução para a serie.

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  4. Não achei esse quadro do diabo que foi pintado, merecia pelo menos umas 3 estrelas. O filme é bom, se você for comparar com o original, um mangá de 10 livros, é impossível criar algo fiel. E pra constar, a finalização fica subjetiva assim como no mangá, que é lotado de pontas soltas.

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