segunda-feira, 3 de abril de 2017

Crítica: Youjo Senki

 
Imagine uma Segunda Guerra Mundial com fantasia. Tudo muito interessante e com um/uma protagonista bem peculiar.


A representação desse antigo conflito que o mundo viveu a mais de 70 anos atrás, sob a perspectiva de um universo aonde a magia existe, é a premissa apresentada pelo anime Youjo Senki, logo após descobrirmos que o arrogante protagonista dessa história, reencarnou neste mundo com sua morte no mundo comum.



Ele era um bem sucedido funcionário de uma empresa e no início do episódio 1, vemos ele demitindo um outro funcionário subalterno, pois este não estava mais produzindo conforme as metas da empresa, causando um desempenho indesejado. Suplicando para que continue trabalhando e prometendo dar o melhor de si, o protagonista sem nenhuma sensibilidade, demite o funcionário, apesar das lamentações e auto humilhações por parte do mesmo, querendo permanecer na empresa.

Inicialmente já observamos que este é um personagem central bem diferente do que vemos por aí. Não há nenhum momento, inicialmente, em que você extrai algo de bom dele, para que se torne querido pelo público. Tão detestável, que o pobre funcionário, demitido momentos antes, acaba empurrando-o na linha de trem, movido pelo ódio e matando-o por vingança de sua recente humilhação.


A partir desse ponto, o anime começa a mostrar sua cara, que traz o espectador para dentro dessa interessante história. Mas curiosamente antes de morrer, ele fica preso em um lapso temporal e através das pessoas que estavam próximas, no momento em que foi jogado na linha do trem, há uma manifestação sobrenatural de uma entidade que aparentemente é Deus.


Este suposto Deus, entra em um diálogo interessante com o protagonista, que se recusa aceitar suas graças e a poderosa misericórdia desse estranho ser, bem diferente do Deus que conhecemos. Mas é dada ao protagonista uma segunda chance. Ele reencarnará em outro mundo, tendo a chance de se redimir por seu comportamento odioso, para que seja uma pessoa decente e devota à fé.


Apesar dos avisos de Vossa Divindade, o protagonista, que agora é uma menina, batizada de Tanya Degurechaff, resolve se juntar aos militares, usar seus conhecimentos de ascensão corporativa e crescer dentro do exército do Império, que atualmente está numa batalha visando o total domínio de seus territórios vizinhos, assim como a Alemanha tentou anos atrás. Mesmo com a segunda chance dada pela divindade, Tanya continua com as mesmas ideias e comportamentos egoístas.



Com o percorrer da série, vemos a protagonista se envolver em vários conflitos, em um campo de batalha repleto de armas, tanques e soldados dotados de técnicas mágicas de vôo e amplificação dos disparos das armas. O que é interessante é a recusa dela em aceitar à Deus, assim o próprio Deus coloca obstáculos para matá-la, um ser divino bem estranho por sinal.


 
Outra coisa muito positiva no anime é toda a parte que envolve as estratégias e descrições dos conflitos. Os diálogos são muito bem desenvolvidos e dá pra ver que o autor entende bastante de assuntos militares.


A única coisa que achei totalmente sem noção é o exército aceitar uma criança e enviá-la ao campo de batalha sem hesitação. Sim eu sei que ela é muito inteligente e dotada de uma aptidão mágica incrível, mas mesmo assim, acredito que faltou bom senso da parte das pessoas em colocar uma criança na guerra e designar responsabilidades tremendas sob seus ombros.

A protagonista é muito boa, com certeza é um dos personagens destaques dessa temporada, mas para ficar uma coisa mais coerente, eu trocaria ela por uma mulher de 18 anos. O autor poderia criar uma Tanya jovem, porém mais adulta, ficaria algo mais condizente com a realidade.


As batalhas são ótimas e a trilha sonora por de trás delas foi de muito boa escolha. Os últimos 2 episódios foram os mais interessantes e deixaram o gancho para a continuação, que caso haja boas vendas e boa recepção do público, poderá vir num futuro próximo.

Espero que caso houver a continuação, eles coloquem um desafio maior para a Tanya. Até o momento, ela não passou por uma dificuldade realmente desafiadora, seria interessante ela encontrar alguém tão bom quanto ela, tanto no quesito estratégico quanto em combate.


Foi uma excelente surpresa nos episódios iniciais, uma pena que não manteve o nível lá pelo meio do anime, mas deu uma boa melhora na reta final. Youjo Senki tem uma proposta que agradou-me bastante e espero que possa se superar no futuro caso volte. Aguardemos para conferir o que ainda está por vir.


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