sábado, 1 de abril de 2017

Crítica: Kuzu no Honkai


Anime de tons mais escuros que vão ficando mais brandos.

A proposta dessa obra, foi recebida com um tanto de ansiedade. Afinal de contas, os gêneros de romance escolar estão cheios de títulos, que nada mais são do que um grande bolo de clichês repetitivos e cansativos. Portanto, quando um anime desse gênero, com uma proposta mais obscura e mais adulta aparece, isso é um tanto curioso.


Essa é uma história que fala de amor não correspondido e como isso pode ser doloroso para o rejeitado ou rejeitada. O protagonismo fica nas mão de Hanabi, uma jovem completamente apaixonada pelo seu irmão mais velho (irmão de criação). O problema é que Kanai, que é professor na escola que Hanabi estuda, está apaixonado pela colega de trabalho e também professora Akane.

 
Hanabi extremamente infeliz com a situação cria um laço de amizade com Mugi, que é apaixonado pela professora Akane, mas também não tem seu amor correspondido. Assim eles vivem como namorados, mas imaginando que são seus verdadeiros amores, um triste faz de conta aliviador de depressão. Outros personagens entram em cena e todos eles, também são apaixonados por alguém, mas suas paixonites tem olhos para outros, ou seja, um grande mar de corações despedaçados.



Os diálogos e as situações em Kuzu no Honkai foram muito bem construídos. O anime consegue expor muito bem e até em conotações visuais, a tristeza dos personagens. Em momentos de dor, tudo vai sendo preenchido com a cor preta, como a escuridão engolindo o personagem e a esperança esvaindo aos poucos. Conforme as coisas melhoram um pouco e os protagonistas ficam um pouco mais felizes, a escuridão começa a clarear, por isso a expressão, tons escuros se tornando mais brandos.



Os personagens na minha opinião não tem nada de especial, acho que o que faz mesmo a obra ser boa é o roteiro. Intrigas praticamente todo episódio, personagens que não são o que parecem ser e muita, muita desilusão amorosa. Realmente conseguiram retratar o lado negro das relações adolescentes e adultas sem medo de causar uma má impressão, principalmente nos protagonistas. A própria Hanabi, se relaciona com várias pessoas durante os episódios, é uma personagem triste, cheia de dúvidas e digna de pena, é muito corajoso da parte do autor, criar uma protagonista, com todo respeito, tão patética, sem se preocupar com o feed back do público.



Tivemos grandes momentos, principalmente nos episódios finais. Hanabi terminando sua relação com sua amiga Sanae. Uma cena bem bonita, emocionante e que mostrou o inicio do amadurecimento da protagonista.


Logo após veio o episódio da professora Akane, que me deixou muito surpreso e satisfeito, não esperava que iriam dar um fim como aquele, para a antagonista. Mais uma vez o autor mostrando o seu diferencial na construção de uma história.


E por fim, o final, que me deixou confuso e pensativo. Não por falta de entendimento, mas pela forma como acabou. No início não tinha gostado, mas depois pensando bem achei ótimo, seria muito irreal ver tudo dando certo de uma hora para outra, assim como seria irreal Mugi e Hanabi se apaixonarem de verdade, só pelo tempo que passaram juntos, usando um ao outro como objeto de consolação. Realmente não seria adequado se é que me entendem, é como foi dito nos minutos finais, o verdadeiro amor deve realmente acontecer, ser sentido e ter o sentimento vindo de ambos os lados. Eles se gostavam, mas não eram apaixonados um pelo outro, que final corajoso nobre leitor!


Concluindo, um dos melhores da temporada, sem dúvida vai entrar no meu top 5, que estarei postando em breve. Kuzu no Honkai foi uma grande novela semanal, muito melhor do que as da Globo.

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