quinta-feira, 6 de abril de 2017

Crítica: Kobayashi-san Chi no Maid Dragon


Dragões sempre foram e sempre serão legais, mas ficam ainda melhores em uma história divertida.

Como já havia dito em um post anterior, o primeiro episódio desse anime me deixou com uma dúvida na cabeça. Eu não sabia realmente o que dizer ou como avaliá-lo, era uma coisa tão sem noção que confesso ter tido a vontade de dropar. Mas depois percebi que era um anime da Kyoto Animation, um dos melhores estúdios de animes do Japão. Então resolvi dar mais uma chance para ver o que ia dar e admito que foi a melhor coisa que pude fazer. Kobayashi-san me surpreendeu e não foi só no aspecto comédia.

A abordagem inicialmente representada no episódio de estreia, era bem simples e como havia dito, bem louca. Kobayashi é uma mulher solteira que trabalha numa empresa de sistemas de informática e vive sozinha em um apartamento.


Então uma garota loira chamada Tohru, aproxima-se dela e diz que será sua emprega particular. Tohru é um dragão pertencente à outro mundo, que afirma ter sido salva pela Kobayashi na noite anterior. Kobayashi não se lembra do ocorrido, pois estava muito bêbada. Sendo assim Tohru se torna sua Maid pessoal para retribuir o favor, tornando a vida dela mais confortável com a realização dos afazeres domésticos.


 
O episódio de estreia, como disse anteriormente, foi muito no sense e sinceramente não achei tão engraçado. A coisa melhorou muito para mim do segundo episódio em diante. Além de evoluir o tom de humor com a entrada da personagem Kanna, o anime mostrou uma luta tão bem animada que fiquei de queixo caído. Geralmente animes com temática Slice of Life, não costumam usar animações desse nível. Apesar de curta, a luta, que nada mais era do que uma brincadeira entre Tohru e Kanna, é tão exagerada quanto as lutas de Dragon Ball Z, fora que fizeram questão de referenciar, com poderes semelhantes aos vistos em DBZ e até em Naruto.



O episódio 4, que mostra o jogo de queimado, também foi divertido e exaltou o exagero absurdo que é a força dos Dragões desse anime, eles são quase que Deuses na verdade. Mas essa soberania de poder não é o suficiente para que Tohru entenda os humanos, ela simplesmente é apaixonada pela Kobayashi, o resto dos humanos não importa. É interessante ver que com o desenrolar da trama, Tohru também tem sua parcela de amadurecimento sobre seu julgamento a respeito da humanidade.

 


A personagem é muito cativante, mas nada que nunca se tenha visto por aí. O destaque do anime, em questão de personagem, vai mesmo para Kanna, que mesmo sendo criada para cumprir seu papel de personagem Moe, consegue exaltar um carisma natural, que faz com que qualquer espectador goste dela.


No início me incomodei um pouco com o fato da Kobayashi ser tão desmotiva, mas foi interessante perceber como ela se acostuma com a presença de Tohru no seu cotidiano e o amor dela pelo dragão se confirma de verdade no último episódio, onde a personagem mostra ainda mais seus sentimentos reprimidos e não entendíveis para ela mesma.


Os demais personagens são um complemento a parte. Fafnir, Lucoa, Elma, Takiya e Shota são ótimos, mas o destaque vai mesmo para Kobayashi, Tohru e Kanna, que possuem um maior tempo de tela e foco principal.





Dos coadjuvantes vale também ressaltar a pequena Saikawa, que é apaixonada pela Kanna e protagoniza momentos muito engraçados, e para alguns meio que polêmicos com ela.





E não posso deixar de falar do final. O autor criou um climax dramático com uma excelente conclusão, aonde você sente que a ligação entre Kobayashi e Tohru entrou numa nova fase. A cena delas abraçadas com o por do sol ao fundo foi realmente bonito de se ver. E nos segundos finais, vemos que toda a convivência com Tohru, causou uma grande mudança na Kobayashi, amadurecendo a protagonista e fazendo com que ela repensasse muitos dos seus conceitos de vida.




Esse é daqueles animes que a proposta não é só te fazer rir, tem algo mais, as vezes bem implícito, mas no fundo querem te passar uma mensagem sobre amar o diferente. Aqui vemos o amor, de uma forma engraçada, entre seres diferentes que apreenderam a extrair coisas boas uns dos outros. Uma linda e divertida história de amor que vai agradar a maioria que adora um bom Slice of Life.

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