sábado, 25 de março de 2017

Crítica: Seiren



Anime parecido com Amagami SS usa mesma fórmula, mas erra no resultado.

Quando vi Amagami SS, ignorei muita coisa que costuma fazer com que aponte pontos negativos de uma obra. Apesar de todos os clichês que o gênero de comédia romântica escolar costuma apresentar, aquilo não foi tão relevante para mim, pelo fato de como eram o formato e objetivo do anime. Foi o primeiro anime de rotas que vi e isso numa perspectiva de romance foi interessantíssimo, afinal de contas, por mais que não gostasse de alguma das protagonistas femininas, uma hora o personagem principal ia escolher a favorita do espectador.


Então nesta temporada de inverno apareceu o Seiren, muito parecido em vários aspectos. Design, ambientação e até mesmo na personalidade de alguns personagens. Shoichi Kamita, protagonista da obra, lembra um pouco Junichi Tachibana de Amagami SS, porém em questão de protagonismo, ele perde bastante.




A começar pela questão da história. Shoichi é apenas um estudante com preocupações normais sobre o futuro e testes escolares, enquanto Junichi, tinha todo um trauma por ter sido rejeitado no passado por uma garota e que no presente, tem extrema dificuldade de superar isso, o que acaba por fazer com que o jovem sinta medo de se envolver com outra menina e passar pela mesma situação.

Não queria fazer um post comparando as obras, mas fica necessário, já que os dois são muito parecidos em vários pontos. Poucos detalhes fazem Amagami SS um bom anime e a falta desses detalhes, fazem Seiren um anime regular e não marcante, mesmo com as similaridades.



O primeiro arco foi bem fraco e diminuiu muito minhas expectativas para o futuro dele. Aquela história de clube de estudo nas montanhas e o fato deles ficarem fazendo referências a veados o tempo todo era estranho, fora os diálogos fraquíssimos entre os personagens. Falando em veados, talvez isso tenha sido uma das coisas mais frequentes na obra. Teve ataque de veado contra uma menina, jogo online de veado, fantasia de veado e até carne de veado, uma coisa esquisita que só me faz rir de tão sem noção.


 



No segundo arco houve um foco em jogos, a trama não andava e os acontecimentos pareciam não ter um objetivo, foi ainda pior do que o primeiro. Fora a protagonista feminina, extremamente sem sal e desprovida de carisma.



Uma coisa que não gostei foi essa enrolação toda que faziam em três episódios, para resolver todas as questões e problemas apenas no episódio final, acelerando a trama desnecessariamente. Kamita parecia interessado pela garota o tempo todo, mas a menina só mostra um real interesse nele nos últimos episódios do arco dela, como se de uma hora para outra, ela se apaixonasse por ele através do intermédio de atitudes bem clichês e não convincentes, parecendo assim algo forçado para dar um final feliz ao garoto.


A trilha sonora em alguns momentos foi interessante, mas realmente não fizeram um bom trabalho no enredo. O engraçado era observar que apesar dos Arcos diferentes, o protagonista diferia um pouco do arco anterior, não em personalidade, mas em preferências, gostos e costumes. Sinceramente não gostei disso. Em Amagami (desculpe a comparação mais uma vez), Junichi apesar de desenvolver relações amorosas em arcos diferentes, seus traumas e medos estavam sempre lá, isso fazia com que o espectador tivesse a sensação de realmente estar vendo as coisas em um universo paralelo, ou seja, o mesmo cara só que seguindo um caminho diferente e levando a diferentes situações, isso Seiren não soube fazer.



O último arco foi o mais aceitável, mas nada tão bom assim. A heroína Kyoko era mais simpática e não tinha um comportamento tão estranho como a maioria das pessoas do anime.


E falar em comportamento, nunca vi um personagem principal com tantos fetiches, o que apenas me fazia sentir aversão e estranheza por ele. E parando para pensar, não é estranho nem errado dizer que o anime foi um verdadeiro balde de fetiches, cheio até a boca.





Portanto, Seiren nada mais é do que uma comédia romântica bebendo da fonte de quem soube realmente usar do artifício de rotas paralelas para esse tipo de gênero. Ainda bem que foram apenas 12 episódios, pois acompanhar um protagonista estranho em meio a tantas situações sem sentido, seria um tanto chato de se fazer caso houvessem mais arcos.


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