domingo, 26 de março de 2017

Crítica: Demi-Chan Wa Kataritai

 Garotas monstros mais humanas do que nunca.

Acho extremamente interessante, quando um tema explorado de várias formas, acaba sendo representado sob uma perspectiva totalmente diferente do usual. No Japão, as garotas monstros são abordadas demasiadamente em mangás e animes com temática Ecchi, fantasias estilo RPG e muita das vezes no Hentai, para quem gosta desses fetiches malucos. Mas e se o fato de ser um monstro, fosse uma condição real, cuja sociedade se adaptaria em viver ao lado dessa condição? Esse é o foco desse anime, tema desse post.

Demi-Chan é uma comédia escolar, que usa do bom humor, para abordar o tema de se viver com as pessoas diferentes, sem discriminá-las e aceitando quem elas são. Um Slice of Life que usa elementos fantásticos, para falar de um fato muito contemporâneo e real.


E se vamos inovar, que tal inovar no protagonista? Um homem de meia idade, professor de biologia em uma escola de ensino médio, um tipo de protagonista que geralmente não é o escolhido para esse tipo de obra, nesse ponto o anime já começa a mostrar facetas diferentes.

O professor de nome Takahashi Tetsuo, é um apaixonado por conhecimento e em especial o que diz respeito aos Ajin ou Demi (seriam humanos diferentes do comum). No mundo representado pelo anime, vampiros, dullahans e outros tipos de criaturas fantásticas, nascem repentinamente em meio aos humanos e vivem em sociedade com eles.


Mas o termo viver em sociedade não se aplica ao fato das coisas serem as mil maravilhas, os humanos desde tempos antigos, até hoje e provavelmente até sempre, nunca foram 100% adeptos em viver e respeitar as diferenças, claro nem todos são assim, mas a grande prova da falta de respeito com o diferente em demasia, é claramente representada pelas palavras "preconceito" e "discriminação".

O anime poderia focar nesses temas com maior profundidade, no caso até fez um pouco isso no arco da menina de gelo, mas foi bem breve. Ele se limita em ser um anime bonitinho, que apela bem levemente para alguns fan services, nada muito apelativo também. Mas mesmo com a falta desses detalhes em especial, Demi-Chan Wa Kataritai, foi sem dúvida um dos animes mais legais dessa temporada.


E com isso acompanhamos uma vampira muito simpática, uma dullahan (mulher sem cabeça) extremamente bondosa, uma menina de gelo um pouco solitária e triste e já no meio adulto, uma professora succubus que tem medo de se aproximar dos homens devido ao seu poder.



 


Assim movido pelo interesse dos demis e afim de ajudar as alunas, Takahashi sensei inicia um processo de entrevistas com as 4 Demis do colégio onde trabalha. As jovens vão contar para o professor sobre as condições devido a suas naturezas, problemas pessoais e dificuldades do dia a dia. Foi uma boa sacada do autor usar personagens adolescentes para a trama, afinal de contas, o adolescente diferente dos demais, costuma sofrer nessa época da vida, onde os hormônios estão a flor da pele e as dúvidas e tristezas costumam ser mais cruéis do que o normal.



E com toda a atenção e disposição de ajudar as jovens, não é a toa que o Takahashi sensei se tornaria o maior centro de admiração delas. Conhecedor dos mais variados tipos de demis, Takahashi sensei cria planos para que as jovens possam aceitar suas diferenças e mostrar para as demais pessoas, que elas podem sim viver como pessoas normais.


E como qualquer pessoa que trata os os outros de forma carinhosa e gentil, o sensei desperta sentimentos entre as jovens de admiração e o que não é tão estranho também, sentimentos de amor, vindos da jovem Dullahan, Kyoko Macchi e da professora Succubus, Satou Saki.



O anime tem todos os elementos para se tornar uma obra com um turbilhão de fan services e clichês, mas ele se contenta em criar um Slice of Life com o objetivo de abordar o tema de igualdade de uma forma muito divertida.

Os diálogos são a chave da qualidade do anime, conversas abordando as condições das demis são tão interessantes que fazem o anime passar num piscar de olhos. Coisas como a Succubus não poder encostar em um homem, para não ativar seu poder afrodisíaco e fazer com que ele se apaixone por ela involuntariamente ou o fato de uma dullahan se alimentar e curiosamente imaginar, como o alimento digerido chega ao estômago dela?



No conjunto, podemos afirmar, que o anime tem um excelente elenco, uma história interessante e uma animação mediana. Slice of Life's costumam ser coisas muito genéricas em sua maioria, mas fico feliz quando encontro uma obra como essa, que resolve pensar fora da caixa e entregar um conteúdo construtivo e inovador.

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